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Renato Russo voltou. Assim, simples assim.

Aqui, o ponteiro para o blog em “O Globo”. Só teclar aqui. Quem não tem assinatura, é só preecher um cadastro, ou logar pelo Facebook. Abaixo, o texto, na íntegra:

Como se fosse hoje. Como se estivéssemos vivendo tudo agora. O tempo não passa quando se fala de Renato Russo. Se estivesse vivo, suas músicas com conteúdo político poderiam ser lançadas esta semana, sem nenhum ruído com a realidade nacional. Seus temas preferidos, amor, sexo, ética, religiosidade, vícios e desilusão são quase profecias. As letras, desprovidas de preconceito, são corajosas e ambivalentes. Vale a pergunta: Renato Russo morreu? Em 11 de outubro próximo, dizem as más línguas que vão se completar 20 anos de sua passagem, um sopro de vida e luz.

Carlos Marcelo Carvalho, jornalista e escritor, manda para as livrarias, pela Planeta de Livros Brasil, a edição revista e ampliada de “Renato Russo – O Filho da Revolução”. São 446 páginas, com bloco de fotos e novas entrevistas. A primeira edição do livro foi publicada em 2009. Nesse meio tempo, surgiram novos fatos e versões sobre a vida/obra de Russo, como os livros de seu parceiro de vida inteira, Dado Villa-Lobos (Memórias de um legionário) e Fê Lemos (Levadas e quebradas). Com a mesa posta, livro dormido e relido, Carlos Marcelo pode refletir sobre os acréscimos mais interessantes a esta nova edição.

Pouca gente sabe, mas Marisa Monte conheceu Renato no Rio e revela, em entrevista exclusiva, detalhes sobre a parceria na música Celeste (gravada pela Legião com o título de Soul Parsifal). “Parecia que Renato não cantava muito para as pessoas, cantava sobre ele e para ele. Além disso, ao vivo ele tinha performance muito emotiva, única, de uma profundidade impressionante”, depõe.

Carlos Marcelo dedica-se, neste livro renovado, a investigar o período que antecedeu a morte do cantor, fazendo novas entrevistas com familiares e músicos. Vejam: inacreditáveis seis discos foram produzidos antes de sua morte – quatro com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá para a Legiaõ e dois projetos com o tecladista Carlos Trilha. Este, por sinal, comenta na entrevista ao livro que, nas gravações dos discos The Stonewall celebration concert e Equilíbrio distante, “Renato não desafinava. Impressionante como ele conseguia afinar sem se ouvir. E a afinação vinha com uma potência de voz incrível”. Esse intervalo, de aproximadamente cinco anos, é objeto de um capítulo inédito, anterior ao epílogo.

Na busca de um final para este artigo, as breves palavras de Carlos Marcelo Carvalho são uma síntese insubstituível: “Renato se arriscou. Olhou para o espelho e encontrou uma janela. Saltou sem proteção, sem temer o impacto, sem medo da dor. Em vez de cair, foi direto para o topo”. Renato Russo voltou. Assim, simples assim.

PranchaMenino

Da ilustração de Rampazo, um livro, um alumbramento,

Caros Amigos e Amigas,

“O Menino, o Assovio e a Encruzilhada” é meu primeiro livro infantil. Recebi de Alexandre Rampazo, a prancha da ilustração principal. Uma alegria imensa, um alumbramento. Obrigado, mil vezes, Alexandre, vai para a parede do quarto da Manuela. Aproveito para convidá-los: dia 03 de setembro, sábado, às 14h, no stand da SESI-SP, na Bienal de SP, vamos autografar o livro. Abraços, A.

 

Roberto Parmeggianni e José Santos

Dez livros para crianças, sobre todos os assuntos

Dez livros para crianças, que falam sobre os mais diferentes assuntos. Sugestões de Afonso Borges. Para ouvir, só teclar na barra abaixo, no final do texto.

Aqui, a lista:

A curiosidade premiada

Clássico de Fernanda Lopes de Almeida
Glorinha é uma menina muito curiosa. Ela quer saber de tudo. Por que o vento venta? Por que a gente chora quando corta cebola? O que é o arco-íris? Por que a verruga tem cabelinho? Os pais da menina já não aguentam mais tantas perguntas, até que eles acabam descobrindo que a curiosidade pode ser bem importante.
Fases da Lua
Marilda Castanha – Marilda colecionou as frases filosóficas e geniais de seus filhos falavam quando pequenos. Para incentivar os pais a colecionarem também
Também quero pra mim 
Fanny Abramovich – trata de forma bem humorada da questão da inveja
 
Uma Escola em Jogo

de Rogério Correa e José Santos – ensina aos pais e filhos a fazer poesia e praticar esportes diferentes

Sete Histórias para sacudir o esqueleto
Angela-Lago – Sete casos de assombração (e de esperteza) colhidos na melhor tradição brasileira, narrados numa linguagem que recria o humor, o jeito e o ritmo mineiro de contar. Há esqueletos e cemitérios, defuntos falsos ou não, sonho e realidade em interferências mútuas de arrepiar.
Guilherme Augusto Araújo Fernandes
Men Fox- premiadíssimo livro sobre a importancia da memória e do convivio intergeracional
Papai e Mamae estão se separando 
E agora? Será que vão tomar o meu lugar?
O dia em que eu fiquei sabendo
Genial coleção de livros de imagem, feitos pelo casal Alcy e Bel Linares. Estes tres tratam de separação, a chegada de um novo irmão e adoção, respectivamente
Caldeirão de Poemas 
Tatiana Belinky
Sem Medo do Medo
De monstros, fantasmas
Gosmentos miasmas,
E coisas que – Bumba! –
Estourem assim;Vampiros dentuços,
Viscosos e ruços,
Querendo assustar
A você e a mim;

Na noite escura
Não tenho paúra – 
A coisa é bem
Diferente, isso sim!

Porque meu segredo
É nunca ter medo – 
São eles que tremem
Com medo de mim!

A avó adormecida
Roberto Parmeggiani
Trata do tema da perda de uma forma bem poética, Este livro fala de um menino e de sua avó.  fala de se esquecer e de se lembrar, de estar e de partir. Este livro fala de pães e pipas, de sopa de flores e de convite para ir à Lua.
Até Passarinho Passa
Bartolomeu Campos Queirós
Lendo a natureza em sua constante passagem, o menino toma amores pelo pássaro que visita sua varanda. Todo diálogo entre os dois, ao longo da amizade, é tecido pelo silêncio. Só os olhos conversam. Aos poucos, menino e pássaro se entendem, dispensando palavras e mãos. E o tempo é responsável absoluto pelo encontro e desencontro dos amigos.

 

Rodapé_MondoLivro - Boletim literário na Rádio CBN

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Ivo Pitanguy, entre a literatura e a medicina

Aqui, o texto da coluna em “O Globo”:

Ivo Pitanguy quase foi escritor profissional. Fez o curso primário no Grupo Escolar Affonso Pena, em Belo Horizonte, ao lado de Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Hélio Pellegrino e Otto Lara Rezende. Nunca foi o primeiro da turma mas influenciado pelos colegas, dedicava grande parte de seu tempo aos  aos livros e à convivência com escritores. Nadou no Minas Tênis Clube, e ganhou alguns torneios, como o contemporâneo Sabino.

Mas a vida deste quase escritor deu uma guinada. No segundo ano de Medicina, na UFMG, entrou para o CPOR, interrompendo a Faculdade. Para continuar, teve que mudar-se para o Rio de Janeiro, onde passou o resto de sua vida, assim como todos da sua geração – Pedro Nava, Carlos Drummond de Andrade, Wilson Figueiredo, Sábato Magaldi e os quatro cavaleiros de um íntimo apocalipse – Fernando, Paulo, Hélio e Otto. O Rio de Janeiro era o caminho natural. Otto brincava que mineiro não perguntava se ia mudar-se para o Rio – perguntava quando.

Pois este quase escritor formou-se em Medicina, rodou o mundo, tornou-se uma celebridade planetária em sua especialidade, a cirurgia plástica, e continuou, até hoje a clinicar, para pobres e ricos. Não há como resumir noventa anos em algumas linhas. Por isso corram às boas casas do ramo para comprar “Viver Vale a Pena”, a autobiografia de Ivo Hélcio Jardim de Campos Pitanguy, nascido em Belo Horizonte no dia cinco de julho de 1926. Um exemplo, uma referência, um orgulho brasileiro. Afinal, um País que tem Ivo Pitanguy não precisa se ressentir por não ter um Nobel de Medicina. Que poderia ser, quem sabe, se a poesia desta vida fosse outra, um Nobel de Literatura.

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Mia, Isabela e Julián. O que eles tem em comum?

Uma curiosidade sobre o Prêmio São Paulo de Literatura: entre os 20 finalistas, Mia Couto, Isabela Noronha e Julián Fuks. O que eles têm em comum: Isabela e Julián foram selecionados para o concorrido programa de mentoria The Rolex Mentor and Protégé Arts InitiativeE quem é o Mentor? Mia Couto. O felizardo Julián foi escolhido. Mentor e pupilos agora disputam a mesma premiação. Que vença o melhor.