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O poeta, o biógrafo e as listas telefônicas

Humberto Werneck está escrevendo a biografia de Carlos Drummond de Andrade. Teclem AQUI para ler a coluna no jornal “O Globo”. Reza a lenda que CDA gostava tanto de falar ao telefone que, quando demorava muito para tocar, ele tirava do gancho para conferir se tinha linha. Abaixo, o texto:

Vida de biógrafo é assim: uma quase tentativa de ressurreição. Além de dezenas de entrevistas, pesquisas em arquivos, leitura de centenas de livros, tem a linha da vida. E a linha da vida exige método, contatos, organização. Sabe disso o escritor e jornalista Humberto Werneck, que, depois da belíssima biografia de Jayme Ovalle, está agora mergulhado em um desafio ainda maior: contar a história da vida do nosso poeta maior, o itabirano-belorizontino-carioca Carlos Drummond de Andrade.

Para isso, um apelo: é indispensável consultar catálogos telefônicos de Belo Horizonte dos anos 1918 a 1940. Talvez um pouco além disso. Só assim, pelo criterioso levantamento de endereços, será possível recompor as andanças do poeta e de seus contemporâneos num passado já distante. Drummond viveu em Belo Horizonte nas décadas de 20 e 30, quando saiu para ser chefe de gabinete do então ministro da Educação, Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.

Então, caros leitores, quem pode ajudar? Quem conhece alguém que coleciona velhos catálogos de telefone da Belo Horizonte de outros tempos? Sei que esta deve ser a pergunta mais louca que vocês leram na vida, mas insisto: as listas telefônicas ajudam, e muito, a contar a história das cidades e das pessoas. Por seu valor documental, são fontes insubstituíveis.

Na tentativa de colaborar como biógrafo de Drummond, entramos em contato com a Oi, herdeira da antiga Telemig. Eles não tem o que Humberto Werneck procura. A Guiatel tem 50 anos, é nova no mercado. Quem será que pode ajudar um biógrafo na cata das pegadas de um poeta em uma cidade recém-nascida, como a Belo Horizonte dos anos 20 e 30? Existirá esta pessoa? Ah, um pedido extra: quem tiver histórias, cartas e lembranças do poeta maior, por favor, entre em contato e ajude assim o biógrafo Humberto Werneck a trilhar este caminho de lembranças e memórias que vai contar, além da história de vida do autor de tantos poemas geniais, um pouco da história da literatura brasileira.

 

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Leonardo Boff e “A Imitação de Cristo” moderna

O próximo livro de Leonardo Boff vem para fica na história cristão. Leiam o blog de Afonso Borges em “O Globo”. Só teclar AQUI. Para os não-assinantes, o texto segue abaixo.

Existe, sim, um segundo livro mais lido depois da Bíblia. É “A Imitação de Cristo”, escrito em 1441, pelo Padre e escritor alemão Tomás de Kempis. É fácil explicar a imensa disseminação de seu livro: ele é um auxiliar à oração e às práticas devocionais pessoais. Todos o consultam como um oráculo, considerado um dos maiores tratados da moral cristã.

Leonardo Boff, o quinto autor de língua portuguesa mais traduzido no mundo, segundo o recém-lançado “Novo Atlas da Língua Portuguesa” decidiu encarar um desafio: traduzir, direto do latim medieval, os quatro livros que compõem “A Imitação de Cristo”. É uma obra de tamanha profundidade e lastro da alma humana que os grandes pensadores contemporâneos, como Freud, Heidegger e Hegel foram beber nesta fonte.

Mas como é um texto que busca a própria imitação da vida de Cristo, é marcado por uma profunda dualidade, própria da visão medieval do mundo. Como o próprio Leonardo Boff disse,  “ele separa mundo e  Deus, põe sob suspeita ou despreza tudo o que tem a ver com o prazer e o corpo. Concentra tudo no encontro com o Cristo e a promessa da vida eterna. Isso justifica um pouco a visão dualista de muitos cristãos”.

Mas Leonardo Boff é, também, um dos grandes pensadores da alma humana. Tomando como referência a teologia oficial da Igreja retirada do Vaticano II, na qual se articula mundo e Deus, prazer legítimo da criação com a vida eterna, decidiu ir além, e atualizar o texto. Tomando como inspiração o pensamento cristão do mundo de hoje.

Eu não apenas traduzi o texto mas o completei, tomando como referência a teologia oficial da Igreja que saiu do Vaticano II na qual se articula mundo e Deus, prazer legítimo da criação com a vida eterna. Conservando o estilo dei um torneio nas frases de forma a superar o dualismo e  enriquecer esta obra e assim fosse de inspiração para os cristãos de hoje.

“A Imitação de Cristo” tem quatro partes, chamadas de livros. Leonardo Boff escreveu um quinto livro “O Seguimento de Jesus”, no qual ele infere elementos da Teologia da Libertação, em uma reflexão moderna, com os olhos postos principalmente na América Latina. Entram a Cosmologia, a Holística, a nova visão de mundo vida das ciências da vida e da Terra.

A tradição cristã de Kempis encontrou na visão moderna e libertária de Boff um caminho renovador para “A Imitação de Cristo”. Do século XV para o XXI e muitos ainda, que virão. E já sai direto do prelo da Editora Vozes para o México, Espanha e, em breve, Itália e Alemanha.

 

 

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Tiques, manias e fobias e seus nomes científicos – e estranhos.

Você sabe o que é Epiteliofagomania ? É uma mania, ou fobia, mais comum do que você imagina. Aqui, uma lista dos tiques, manias e seus nomes científicos. Veja do que a língua portuguesa é capaz:

http://bit.ly/2fI7kQG

E tecle abaixo para ouvir o Mondolivro, com Afonso Borges, no Mondolivro, sobre este assunto divertido.

Rodapé_MondoLivro - Boletim literário na Rádio CBN

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Sem livros para o ENEM, todos perdem.

Perdem os alunos, perdem os autores, perde a literatura brasileira, perde todo o mercado editorial. E perde mais ainda o professor, que pode usar a sua criatividade para inventar formas lindas de abordar a obra de ficção selecionada para o ENEM. Ouçam @afonsoBorges, na @Cbnbhz. Só teclar na barra abaixo.

Este também foi o tema, abordado sobre outra ótica, da coluna no jornal “O Globo”, sob o título que parodia a redação do ENEM: “caminhos para combater a intolerância literária no Brasil”. Só teclar aqui.

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revoada-de-livros

Inês, Jacques, Marina Rosa, Kindle e o ENEM. Uma revoada de livros.

Duas indicações de livros, de Inês Pedrosa e Jacques Fux, o chamado a um crownfounding para uma publicação sobre maternidade atípica, o concurso de Kindle da Amazon e a reclamação de sempre: a ausência de livros literários para a realização do ENEM. São os assuntos de Afonso Borges no Mondolivro da Rádio CBN Bhz. Só teclar na barra abaixo para ouvir.

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