Onde andará Nelly Novaes Coelho ?

​Quem roubou a paz de Nelly Novaes Coelho? Quem ​nos roubou da paz de Nelly Novaes Coelho? Por onde andou nestes últimos anos? Por que só ficamos sabendo da sua morte um mês depois? Manda o bom jornalismo a apuração de pelo menos três fontes para que se confirme um fato. Foram várias que confirmaram a resposta a algumas destas perguntas.

Depois de uma intercorrência clínica, há três anos, ela foi interditada, judicialmente, e internada em uma clínica de repouso. Amigos que tentaram visitá-la no Asilo deram de cara com um aviso proibindo. Aos jornalistas, buscando entrevistas, a resposta negativa, associada a motivos de saúde. Curiosamente, um deles encontrou-a um dia no banco, onde travou um longo e saudável papo, no qual a lucidez foi a referência. Mesmo assim, envolta em mistério, seu paradeiro ficou assim, sem ninguém saber ao certo. Só boatos de brigas de família.

Neste meio tempo, há cerca de um ano, um amigo vai visitar o Sebo do Messias e ali encontra vários livros dedicados a ela à venda. Encontra, inclusive, dois livros do próprio, com dedicatória. Compra alguns. Confere com o dono, que confirma que comprou toda a sua biblioteca. Tenho aversão a familiares que vendem os livros do autor. Leiam o artigo “Mora na Biblioteca do Escritor o Segredo de Sua Obra”, em http://bit.ly/2Em8rin

Agora, um mês depois, uma cuidadora do asilo vaza a informação da sua morte. Repito: um mês depois! Nenhum comunicado, nada de velório, de homenagem, do enterro, nada. Não se sabe nem onde foi enterrada, ou cremada, nada.

Onde estará Nelly Novaes Coelho? Onde? E qual o motivo? Por que isso, assim? Saberemos, algum dia?

Quando se morre um escritor, bandeiras a meio pau. José Louzeiro, um escritor brasileiro, morreu.

Hoje morreu um escritor. Subam as manchetes, portais de notícias. Nada de notas de pé de página, ou matérias escondidas: José Louzeiro morreu. Quando ninguém no Brasil imaginava ser possível viver de literatura, este bom maranhense Louzeiro se impôs um ritmo alucinante que o levou à marca de 50 títulos publicados (tenho dúvidas sobre este número – acho que foi bem mais). Foi o primeiro escritor a perceber a importância do cinema na literatura. E começou a provocar adaptações, como “Pixote, a Lei do Mais Fraco”, “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” e “O Homem da Capa Preta”. Da sua verve saíram também novelas antológicas, como “Corpo Santo” e “Guerra sem Fim”. Oswaldo França Júnior me disse ter se transformado em um escritor profissional por inspiração em Louzeiro. Ao melhor estilo de Graciliano Ramos, traduziu a realidade brasileira como poucos – ou melhor, como nenhum. Basta lembrar do romance “Aracelli, meu Amor”, baseado no assassinato, em Vitória, da menina de 8 anos. Ou da novela “O Marajá”, baseada na vida de Collor, que foi proibida de ir ao ar. Seu último trabalho em vida foi um roteiro sobre a tragédia de Vigário Geral.

Bandeiras a meio pau no universo da literatura.

Morreu um escritor. Morreu José Louzeiro. 

Francelino Pereira e o seu legado no mundo da cultura

Quando um político morre, a pergunte vem, imediatamente: o que ele deixou? Qual foi o seu legado? Francelino Pereira deixou materializado diversos livros, o CCBB-Rio de Janeiro e o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, a atuação na ressurreição do cinema brasileiro, entre muitos outros. Ouçam o comentário de Afonso Borges, na Rádio BandNews Belo Horizonte. Só teclar AQUI. 

 

 

Francelino Pereira: Morre um Leitor

Morre um leitor. Na minha imaginação, Francelino Pereira ia gostar desta manchete nos jornais, no dia de hoje. Um dia ele me disse que uma das primeiras coisas que fez, ao chegar a Belo Horizonte, em 1944, vindo do Piauí, foi fazer uma ficha na Biblioteca da Faculdade de Direito da UFMG, conhecida por sua excelência, onde se formou Bacharel. Em 54, foi inaugurada a primeira biblioteca da cidade, na Rua Saturnino de Brito, onde ele frequentava. E data de 1964 a sua ficha de inscrição na atual Biblioteca Pública Estadual, na Praça da Liberdade. Ele era um leitor contumaz. Por décadas, tinha por hábito pegar livros emprestados ali. Chegava a pegar um livro por semana, uma vez me contou uma funcionária. Uma de suas alegrias foi a eleição para a Academia Mineira de Letras.

A literatura sempre teve relevo em sua vida. Era capaz de citar trechos de Guimarães Rosa, e outros autores, de cor. Uma das frases do mineiro de Cordisburgo que ele mais gostava era esta:  “Uma coisa é por idéias arranjadas; outra é lidar com país de pessoas, de carne e sangue, de mil-e-tantas misérias… De sorte que carece de se escolher”. Quando Governador, promoveu a compra do casarão onde viveu e morreu o poeta Alphonsus de Guimaraens e ali inaugurou, em 1984, o Museu que leva seu nome. Fez publicar diversos livros, entre eles, “Pedro Aleixo, a Visão de um Estadista da República”, “Ressurreição do Cinema Brasileiro”, “Mundo, Vasto Mundo”, “Minas: História e Cultura”, “Gilberto Freyre: o Reinventor da História”, “Museu Mineiro: a Casa de Nossa História”, “Os Inovadores: Gustavo Capanema, Carlos Drummond de Andrade, Oscar Niemeyer e Petrônio Cortella” e “Ação Cultural do Governo em Minas”.

Nascido na zona rural de Angical, no Piauí, filho de lavradores, nunca esqueceu suas origens. Todos os anos, voltava para rever amigos e parentes. E entrava de casa em casa, cumprimentando a todos. Cresci com o sorriso atencioso e maroto deste meu tio emprestado, graças a meu pai. A sua irmã, minha Tia Heloisa casou-se com Walter Haddad, irmão de Tia Latife, esposa do ex-senador. Há 19 anos, eu conheci e me casei com Tatyana Rubim, natural de Teresina. E com ela tive 3 filhas, meio mineiras e meio piauienses. O Piauí, portanto, de citação, passou a ser ponto de referência na minha vida. Mais um elo que nos ligava, e ele correspondia, com carinho e muitas histórias engraçadas. E como esquecer do “Jantar Árabe”, onde as irmãs Haddad trabalhavam durante todo o ano em prol da Creche Menino Jesus? Como esquecer de Francelino e Dona Latife recebendo todos, na porta, com toda a gentileza do mundo?

Mas a Cultura sempre foi o alvo deste político. No Senado, requereu a instação de uma subcomissão para debater a crise do cinema brasileiro, em 1999, que culminou à criação da Subcomissão Permanente do Cinema, da qual foi relator. Tinha um sonho, dito e redito durante parte da sua vida: transforma a Praça da Liberdade, cheia de Secretarias, em um grande espaço cultural. E foi dele a ideia, em 1997, da Comissão para estudar a instalação do então nominado “Espaço Cultural da Liberdade”. O pré-projeto, concebido pelos arquitetos Luiz Márcio Pereira e Celina Borges, foi entregue ao Governador Eduardo Azeredo, e ao prefeito Célio de Castro, no dia do centenário de Belo Horizonte. Seu sonho está materializado, hoje.

O lugar onde ele se sentia melhor, nos últimos anos, era a Academia Mineira de Letras. Repito, e esculpo na lápide da minha imaginação: Francelino Pereira: aqui jaz um leitor. Obrigado por ter nos dado tanto, durante tanto tempo, Tio França. Vai com Deus.

Pequena Biografia:

Oitavo e último filho de Venâncio Pereira dos Santos e de Maria Ana de Sousa, lavradores e criadores de reses e caprinos, Francelino Pereira nasceu na zona rural de Angical, na pequena propriedade de 50 hectares, pertencente a seus pais.

Francelino iniciou os estudos primários em Angical – PI, com professores leigos, concluindo-os no Ateneu Rui Barbosa, na cidade de Amarante, então sede do município. Fez o curso ginasial no Liceu Piauiense (1938 – 1942). Em 1943, cursou o 1º semestre do 2º ano clássico no Colégio São João, em Fortaleza-CE, e o 2º semestre em Teresina, no Liceu Piauiense. Concluiu o curso clássico no Colégio Afonso Arinos, em Belo Horizonte – MG, para onde mudou-se em Fevereiro de 1944. Aí também fez o curso superior na Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais (UMG), hoje Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), bacharelando-se em 1949 (turma Rui Barbosa, em homenagem ao maior jurista do País).

Bacharelado em Direito, Francelino iniciou o exercício da advocacia em Belo Horizonte, no Fórum Lafayete, na rua Goiás. Tornou-se redator político da Rádio Inconfidência,  emissora oficial do governo mineiro, e elegeu-se vereador, na legenda da UDN, à Câmara Municipal de Belo Horizonte para o período de 1951-1954, na gestão do Prefeito Américo René Gianetti.

Exerceu intensa atividade política nos quadros da União Democrática Nacional (UDN), militando na sede do partido e mantendo estreita relação com as lideranças regionais e municipais do Estado.

Elegeu-se Deputado Federal por quatro mandatos consecutivos (1963-1979). Tornou-se uma liderança de forte atuação em Minas Gerais, com participação nos debates e nas decisões do Congresso Nacional.

Francelino Pereira assumiu o Governo de Minas em 1979 estimulando as equipes técnicas de seu Governo para que tratassem o desenvolvimento como um processo de ativação e canalização das forças sociais de Minas, e não apenas como exercício tecnocrático de especialistas bem capacitados. Lembrava, com freqüência, as palavras sábias de Guimarães Rosa: “Uma coisa é por idéias arranjadas; outra é lidar com país de pessoas, de carne e sangue, de mil-e-tantas misérias… De sorte que carece de se escolher”.

Francelino Pereira foi um dos idealizadores e, na condição de Governador de Minas, construtor do Aeroporto Internacional de Confins. Ao deixar o Governo de Minas, Francelino foi convidado pelo Presidente da República para o cargo de Presidente da Companhia de Aços Especiais Itabira (ACESITA), no qual tomou posse em 04 de outubro de 1983.

Em 1990 assumiu a presidência do Diretório Regional do PFL em Minas Gerais, estabeleceu novas diretrizes básicas em consonância com a direção nacional do Partido e reorganizou suas bases em preparação para as eleições de 1994.

leito senador por Minas Gerais, em 1994, para o mandato 1995-2003, tornou-se membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, e da Comissão de Assuntos Econômicos, e membro suplente da Comissão de Educação e da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.

Em 1999, requereu a instalação e presidiu uma Subcomissão especial temporária para debater e encontrar soluções para a crise do cinema brasileiro, iniciativa que levou, no ano seguinte, à criação da Subcomissão Permanente do Cinema, Comunicação Social e Informática, da qual foi membro titular e relator.

Após a conclusão de seu mandato de Senador da República, em 31 de janeiro de 2003, passou a integrar o Conselho de Administração da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), e a presidir honorariamente a Comissão Especial de Estudos do Centro Cultural da Praça da Liberdade. Espaço Cultural da Liberdade

Inspirado pelo centenário de Belo Horizonte, em dezembro de 1997, e motivado pelo sucesso do Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro (CCBB), para ele uma das realizações mais gratificantes de sua vida pública, o então Senador Francelino Pereira propôs um projeto arrojado para a capital mineira: a criação do Espaço Cultural da Liberdade. O pré-projeto, criado pelos arquitetos Luiz Márcio Pereira e Celina Borges, esta professora da Escola de Arquitetura da UFMG, foi entregue ao então Governador do Estado, Eduardo Azeredo, e ao então prefeito de Belo Horizonte, Célio de Castro, no dia do centenário de Belo Horizonte. Atualmente Francelino Pereira ocupa a cadeira n° 25 da Academia Mineira de Letras.

A manhã de Brasília que eu perdi quatro vôos e ganhei um, a cem metros rasos

Programação tripla: reunião na SECOM, entrega da Ordem do Mérito Cultural e lançamento do livro “As Horas Esquecidas”, do compadre Chico Mendonça. Cheguei no Hotel à uma e meia da madruga. Dormi às duas horas. Acordei quatro. Depois, sucessivamente, quatro e quinze, trinta, trinta e cinco, aí coloquei a Soneca no celular. Tinha mais cinco minutos. Fodeu: dormi trinta, saltei da cama, tinha perdido o vôo das 6h10. Sacudi, me conformei, vou só à tarde.

Decidi ligar para a LATAM Airlines ver se dava para mudar pelo telefone. Não dava. “Infelizmente, meu senhor, o senhor deve estar indo para se dirigir ao Aeroporto para fazer a alteração”… disse a voz. Perguntei qual era o próximo vôo – um momento, por favor, meu senhor… 7h30, meu senhor. Mas é daqui a uma hora e pouco, resmunguei, como vocês colocam um vôo depois do outro, assim… não sei, meu senhor… desliguei, com a voz pedindo para eu avaliar o atendimento.

Coloquei a roupa enlouquecido, chamei o Uber lá do apartamento mesmo, sai sem fazer o checkout, pulei no táxi: CORRE MOÇO. Cheguei faltando 45 minutos para o voo, direto no checkin. Corre no balcão, lá do outro lado do aeroporto (meu senhor) e volta aqui para fazer o checkin. Dá tempo! O senhor tem oito minutos!

OITO MINUTOS??

Corri, desesperado, pelo aeoroporto afora, furei a fila e disse: moço perdi o voo das 6h10. Me coloca no de 7h30, por favor, faltam 40 minutos! O atendente, com rosto cheiinho, parecendo indiano com barba, disse: 7h30 para o Rio de Janeiro? O vôo já saiu! E fixou os olhos na tela do computador, como se tivesse resolvido o problema da miséria no mundo. Moço, é o vôo para Belo Horizonte! Sai agora, daqui a 34 minutos! Não posso, meu senhor. Para fazer alterações, o senhor precisa chegar uma hora antes. O sistema não permite. E encerrou, novamente, com a voz de pastor que perdoa: o vôo está fechado.

Relaxei. Tá bom, moço, o que eu faço? O senhor tem que pegar a senha de “alteração de bilhete” e esperar ser chamado. Qual o próximo voo, perguntei – 13h45, ele disse. Conformado, fui pra máquina pegar a senha. Claaaaaaaro que não tinha a opção de “alteração de bilhete”. Só “público em geral”. Achei conveniente. Sou público em geral. Peguei logo umas três. Mal sentei e chamaram a senha. Era o mesmo moço. Ah, é o senhor? Perguntou. Sim, sou eu, você acredita em coincidências?? Falei, meio cínico… Quando ele começou a mudar o voo, eu perguntei… moço, eu era Fidelidade Black… depois que a Latam comprou, o que eu virei? Eu não sou racista, pode me deixar no Black (eu tenho mania de fazer piadas idiotas quando fico nervoso). Tomei aquele “um momento, meu senhor”, de novo.

Mas senhor, o senhor é zafiray!! Amigo, você está brincando comigo? Eu dormi só duas horas, acordei quatro…. ele imprimiu um papelzinho, peguei e li: “Ruby”, estava escrito. Moço, sou Ruby, não sei o quê gay ou Fidelidade Black? Com aquele jeito que estava salvando o mundo, o moço falou, suspirando:
é o antigo Fidelidade Vermelho (meu senhor). Eu falei… aahahhhhh, agora entendi.. rubi, safira, vermelho, gay! Tá tudo certo! Agora você pode me colocar às 13h45 que eu vou voltar para ao hotel e dormir???
Mas senhor… o que foi?, respondi. Hoje saiu uma nova normativa… Os “zafirays” tem direito a postergar o horário do vôo em até horas! Eu pensei, pensei.. postergar… veio o sono… atrasar… adiar… sim!! E aí, moço? Quer dizer que o senhor pode mudar seu vôo para até 3 horas depois do que o senhor perdeu sem precisar pagar multa nem diferença de tarifa. Aí ele ligou para a Supervisora e contou a história. A supervisora não tinha a mínima ideia da nova Normativa. Virou para mim e disse; senhor, corre no balção e tenta pegar este vôo das 7h30. O senhor tem 3 minutos! Eles informaram errado para o senhor.

TRES MINUTOS??

Saí feito um desesperado, de novo, para o balcão, correndo pelo aeroporto afora. Cheguei lá, no balcão, expliquei bufando, pro outro moço, no balcão do checkin: o vôo está fechado, meu senhor – ele também não sabia da nova normativa. Procure a supervisora Sofia. É aquela ali, apontando para uma moça alta que gritava no meu saguão: chama ela aí, é! Ela mesmo! Esta senhora pegou o bilhete para embarcar errado!! Eu tomei coragem e corri para descobrir os mistérios de Sofia. Acabou a gritaria, eu falei: supervisora Sofia, o pessoal do balcão me pediu para vir aqui falar com a senhora porque eu quero pegar este voo, das 7h30. Eu perdi o das 6h10 e vocês me informaram errado… elka;kdfa;hdfaoiehaf;ld (isso sou eu explicando tudo de novo para ela, a 200 quilômetros por hora).

Obviamente, ela não entendeu nada. Foi para um outro guichê quando o primeiro moço que me atendeu, gritou: eu estou aqui, com o embarque dele aberto! Corremos os dois lá. Ela olhou pra mim com uma cara de sonsa e disse: ah, nova normativa? Ah, tenta… faz o checkin dele! Se ele perder o voo, passa para o próximo. O moço fez o checkin, me entregou o bilhete e disse; o senhor tem 7 minutos para chegar no avião. É o portão 25, bem longe. Boa sorte.

SETE MINUTOS?

Liguei a sirene e corri os cem metros rasos. O povo me via, de longe, correndo e ia saindo do caminho. O cara da entrada já abriu a cancela, colocou aquela máquina no meu bilhete, apitou, passei voando. Joguei minha bolsa no raio x, o celular, a carteira e ouvi… Meu senhor, o senhor tem lap top na bolsa?? Eu falei MOCA…. PELAMORDEDEUS.. VOU PERDER O VOO. Ah, tá bom meu senhor… e passou a bolsa com lap top e tudo. Onde fica o portão 25 ? Passa por dentro da loja e vira à direita, é lá no final. Cem metros rasos, de novo.

Sirene aberta vi, de longe, a fila do portão 25. Mas como não tinha certeza se era o portão, mesmo, continuei correndo. Cheguei lá, furei fila, direto para o moço, e perguntei: este é o 3517, que vai para Belo Horizonte? Sim, meu Senhor… Bufando, morrendo, eu falei … graças a Deus… aqui, moço, eu sou SAFIREY. tenho direito a entrar na fila de prioridades? SAFIREY ??? CLARO MEU SENHOR!

Entrei na mesma hora, sentei na cadeira do avião e dormi. Tenho dormido em solo, ultimamente.

(Dedico este à minha cumadre e melhor dentista do universo, Adriana Guimarães Sant Ana, que foi no mesmo vôo, torceu muito para eu pegar, e é testemunha viva desta manhã/madrugada de Brasília).

Chico Mendonça e seus contos com ar de poesia

Ouçam o Mondolivro com Afonso Borges falando sobre o livro de Chico Mendonça, sua estréia na literatura: “As Horas Esquecidas”. E a dica é o novo livro de poemas de Carlos Ávila, “Anexo de Ecos”. Para ouvir, clique AQUI. 

Chico lança o livro nesta sexta-feira, na Quixote. Mais informações:

Sempre Um Papo lança primeiro livro de Chico Mendonça

O Sempre Um Papo apresenta o lançamento do primeiro livro do jornalista Chico Mendonça, “As Horas Esquecidas” (Quixote + Do Editoras Associadas). A obra é uma coletânea de contos e reflexões sobre o mundo em que vivemos, especialmente aquele para o qual olhamos com ar distraído. Nos textos, o autor usa como ponto de partida o que acontece à sombra da rotina, à luz da desatenção e do automatismo dos gestos. Os autógrafos serão no dia 22 de dezembro, sexta-feira, às 19h, na livraria Quixote.

“As Horas Esquecidas” remete ao tempo que escoa sem que a essência do viver seja percebida. São textos poéticos e suaves que beliscam o leitor, tentando descortinar o sentido dos dias. Vai na contramão da sociedade de consumo, da impulsividade dos nossos dias, dos dogmas religiosos e ideológicos, das separações que a intolerância contemporânea constrói a cada julgamento. Sublinha a singularidade da pessoa em lugar da linguagem padronizada das redes sociais. Absolve o amor de toda breguice que a modernidade tenta imputar-lhe. Brega é sofrer, brega é deixar-se levar de olhos vendados, brega é ser invisível aos próprios olhos. Por escolha.

Ou, como escreve o autor: “Para uma pessoa, qualquer ser ou coisa começa a envelhecer no instante seguinte à sua descoberta. Até tornar-se invisível ou morrer, que são a mesma coisa dentro da pessoa. É o olhar que envelhece, não o que é visto. Tudo é o tempo todo, mas se modifica dentro de quem observa. Por isso, a inocência das crianças nos comove tanto. Desconfio seja saudade de nós mesmos. Dos seres que ficaram invisíveis.”

Chico Mendonça é de Belo Horizonte, formado em jornalismo pela PUC-MG. Tem uma longa trajetória profissional, tendo trabalhado no Iraque, pela Mendes Jr, e em vários jornais e revistas na capital mineira, Brasília e São Paulo. Nos últimos anos, vem se dedicando à consultoria em comunicação, com destaque para planejamento, criação e inovação. A literatura é sua esquina de encontro.

Sempre Um Papo com Chico Mendonça

Valor do livro “As Horas Esquecidas” (Quixote + Do Editoras Associadas): R$ 30,00

BRASILIA
Dia 19/12 – terça, às 19h30 na Carpe Diem – SCLS /04, Bloco D, loja 01, Asa Sul, Brasilia/DF

BELO HORIZONTE
Dia 22 de dezembro, sexta, às 19h
Local: Quixote Livraria – Rua Fernandes Tourinho, 274, Savassi/BH
Informações: 31 32611501 – http://www.sempreumpapo.com.br

Informações para a imprensa: Jozane Faleiro – 31 35676714 / 992046367

 

 

Um exemplo para chamar de seu: Danilo Miranda

Precisamos, urgente, de exemplos para admirar.

Qualidade, ética, funcionalidade, integração, cuidado, eficiência, beleza, inteligência e mais umas duas dúzias de substantivos ainda não são suficientes para ilustra a integridadade da  gestão de Danilo Miranda frente ao Sesc SP. Por enquanto, ficam estes para que sirvam de um ponto de referência: precisamos de norte, de exemplos, de gente a quem imitar, neste momento de crise moral, econômica e cultural. Danilo Miranda está aí para isso. É só ver, observar e, principalmente, frequentar os espaços e atividades do Sesc SP.

Aqui, o Sempre um Papo que fiz com ele. Só teclar AQUI. 

E baixem a excelente matéria que concedeu para a Revista da Gol.

Só teclar aqui: DaniloGol 2

 

 

Hora da Petrobras comemorar os 50 anos da Regap em grande estilo!!!

UM APELO PARA QUE AS EMPRESAS MINEIRAS E A PETRBRAS (REGAP) INVISTAM NOS PROJETOS APROVADOS NA LEIC/MG – LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA. O PRAZO TERMINA NO DIA 31 DE DEZEMBRO.

E ouçam aqui a minha coluna na @RádioBandNewsBeloHorizonte. Só telar AQUI. 

Minas enfrenta uma situação dramática: os projetos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura foram aprovados há alguns meses. O Governo de Minas fez tudo certo: aumentou o teto da Lei e aprovou os projetos.

Acontece que a Lei exigia uma contrapartida de 20% em dinheiro bom, o que praticamente inviabilizou o seu uso, nestes tempos magros. Mas anteontem esta cláusula, por iniciativa do Secretário Angelo Oswaldo, CAIU !! Agora é entre 5 e 3 por cento. Mas com um grande problema: temos somente até 31 de dezembro!! SÓ ATÉ 31 DE DEZEMBRO para fechar os patrocínios, por causa do encerrameto do ano fiscal.

A maior pagadora de ICMS de Minas Gerais, é a Petrobras – a Regap. Ela, sozinha, pode patrocinar TODOS os projetos aprovados. E sabe quantos está patrocinando? NENHUM. E com uma boa notícia, a vir: em 2018 a REGAP completa 50 anos de operação em Minas. Por não, em homenagem a esta data, ela não patrocina TODOS, sem Edital – porque, inclusive, não dará tempo de abrir?

Aqui, um texto que postei no meu Face pessoal:

Caros amigos e amigas,

Estou com dois ou três bons projetos aprovados na Lei Estadual de MG. Quem souber de um patrocinador inteligente, capaz, cheio da grana e charmoso, entra em contato? Por exemplo… por que a Petrobras, uma das maiores pagadoras de ICMS do Estado, não patrocina alguns projetos? Vejam… em 2018 a Regap – Refinaria Gabriel Passos, em Betim, completa 50 anos de operação em Minas Gerais. É, sem dúvida alguma, um dos empreendimentos mais impactantes na história da economia mineira. Porque não comemorar patrocinando TODOS os projetos inscritos nesta lista? Sem Edital !! NÃO EXISTE TEMPO PARA FAZER UM EDITAL – o prazo para captação termina em 31 de dezembro de 2017. Porque todos nós, da Produção Cultural, não lotamos a caixa posta do presidente da Petrobras, da Regap, do Ministro das Minas e Energia, do presidente Temer, dos deputados federais, enfim, todos que possam ter alguma influência para esta ideia se concretizar?? Recurso eles tem de sobra! Ainda mais agora que a contrapartida foi reduzida para 5% ! Simboralá, gente!!! É só lembrar que eles estão investindo em nós o que é nosso mesmo!!!

Aqui, a lista dos projetos aprovados: http://bit.ly/2AFzqn2

Aqui, o Facebook da Petrobras: http://bit.ly/2AFg1Th

Aqui, o Twitter da Petrobras: http://bit.ly/2AGnQb

Página do site da Regap: http://bit.ly/2AJDjaJ

Simbora?

Afonso Borges

www.sempreumpapo.com.br – 031 32611501 – 991618888

Twitter, Facebook e Instagram: sempreumpapo // afonsoborges

www.mondolivro.com.br  //  www.fliaraxa.com.br

Qual será o segredo de “O Amargo e o Doce”, de Fuad Noman

Na coluna do @Mondolivro, Afonso Borges fala sobre um novo romancista que surge: Fuad Noman. Abaixo, o texto da contracapa, que esconde um segredo: Lorraine. Ouçam, teclando AQUI.

Cadim, garçom do Tizé, é neto do Coronel  Leocádio, poderoso fazendeiro. Seu pai, Deocleciano, dado a pintura e poesia, é rejeitado pelo avô.

Noite destas, Cadim conhece uma atriz do Rio de Janeiro, de passagem. Apaixonado, vai ao seu encontro, conhece o amargo, acaba ficando.

Anos depois, volta para BH, o reinício, a surpresa. No retorno, o doce.

Uma história comum. E extraordinária.

Mais informações, só ir no site do Sempre Um Papo.

As guerras que o Brasil lutou, de 1864 a 1964, em exposição e livro, no IMS – Rio de Janeiro

Bastam uma exposição e um livro para acabar com o papo furado de dizer que brasileiro é um povo pacífico. E mais: contribui para entender a beligerância que rola hoje no País.  Corram no Instituto Moreira Salles – IMS, no Rio de Janeiro, e vejam a exposição “Conflitos: Fotografia e Violência Política no Brasil”, em cartaz entre 14/12 e 25/02.  Depois São Paulo. Belo Horizonte, que pena, não se sabe quando virá, ou se virá: a sede do IMS, num lindo prédio na Av. Afonso Pena, foi fechado, há anos e emprestado para a Fundação Clóvis Salgado. Uma pena, afinal, foi em Minas Gerais que nasceu o seu fundador, o Embaixador Walther Moreira Salles. Ouçam AQUI o comentário de Afonso Borges na Rádio BandNews Belo Horizonte, no programa Mondolivro.

A dica de livro é a edição comemorativa de 20 anos de “A Águia e a Galinha”, de Leonardo Boff, pela Vozes.