45 anos sem Torquato.

O grande poeta e letrista do MPB foi uma enorme influência artística, social e crítica na década de 60. Compositor de importantíssimas canções do movimento tropicalista, trabalhou com grandes ícones como Gilberto Gil, Caetano Veloso e Geraldo Azevedo.  A Editora Autêntica lançou ontem o livro “Torquato Neto – Essencial”, organizado por Ítalo Moriconi. Hoje completam-se 45 anos de morte de Torquato Neto, que estaria fazendo 73 anos ontem (dia 09/11).

Ouçam Afonso Borges no Mondolivro, da Rádio Band News Belo Horizonte, clicando AQUI

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A Gastronomia e o cadastramento são as novidades do Fliaraxá 2017

Gastronomia Fliaraxá e o sistema de cadastramento antecipado. Estas são as duas grandes novidades do Fliaraxá 2017. Na parte de fora do Grande Hotel, uma imensa estrutura está sendo montada, para abrigar cervejarias, restaurantes, bares, docerias e sorveterias, que serão regadas a shows especiais, como o do Pato Fu, João Donato, Celso Adolfo e Lula Ribeiro. Isso tudo ao lado da livraria, que alcança, nesta edição, mais de 600 metros quadrados, a cargo da Blooks, de Elisa Ventura. Ouçam as novidades, por Afonso Borges, no Mondolivro, da Rádio BandNews Belo Horizonte, teclando AQUI. 

 

 

 

 

“Rodas de Leituras”, do Servas, continua tocando corações e mentes

O projeto “2a Chance – Rodas de Leituras” continua tocando corações e mentes. Leiam a coluna de Humberto Werneck, no “Estado de S Paulo”. No dia 31/10, aniversário de 115 anos de Drummond, ele visitou a Penitenciária José Maria Alkimim, no município de Neves. A barra estava pesada, um preso havia se suicidado. Ainda assim, leiam o belo relato do biógrafo de Drummond. #Drummond115.

Sem literatura, o ENEM fica sem ética, sem moral, sem solidariedade.

Ainda meio impactado com a ausência da exigência da leitura de livros literários para a prova do ENEM, caiu-me na tela o discurso de Mia Couto, ao receber o título de “Doutor Honoris Causa”, na Universidade Politécnica de Maputo, em 2015. Recolhi um trecho que fala por si, e nada mais tenho a acrescentar. Leiam, por favor.

“Caros amigos

Irei falar sobre a erosão dos valores morais e de como pode um escritor ajudar na reabilitação do tecido moral da sociedade.

Escolhi este tema porque não conheço ninguém que não se lamente da perda de valores morais. Este é um assunto sobre o qual temos um imediato consenso nacional. Todos estão de acordo, mesmo os que nunca tiveram nenhum valor moral. E até os que tiram vantagem da imoralidade, até esses, depois de lucrarem com da ausência de regras, se queixam que é preciso travar a falta de decoro.

Um dos caminhos que nos pode ajudar a resgatar essa moral perdida pode ser o da literatura. Refiro-me à literatura como a arte de contar e escutar histórias. Falo por mim: as grandes lições de ética que aprendi vieram vestidas de histórias, de lendas, de fábulas. Não estou aqui a inventar coisa nenhuma. Este é o mecanismo mais eficiente e mais antigo de reprodução da moralidade. Em todos os continentes, em todas as gerações, os mais velhos inventaram narrativas para encantar os mais novos. E por via desse encantamento passavam não apenas sabedoria mas uma ideia de decoro, de decência, de respeito e de generosidade.

Há certa de trinta anos atrás Graça Machel – que era então Ministra da Educação – convocou um grupo de escritores para lhes dizer que estava preocupada. Estou preocupada, disse ela, estamos a ensinar nas escolas valores abstractos como o espírito revolucionário, do patriotismo, o internacionalismo. Mas não estamos a ensinar valores mais básicos como a amizade, a lealdade, a generosidade, o ser fiel e cumpridor da palavra, o ser solidário com os outros. E ela pediu-nos que escrevêssemos histórias que seriam publicadas nos livros de ensino. Graça Machel tinha a convicção que uma boa história, uma história sedutora, é mais eficiente do que qualquer texto doutrinário.

Eu queria ilustrar o poder das histórias com dois pequenos exemplos. Nestes próximos momentos partilharei convosco duas vivências e o modo como essas experiências produziram em mim duradouras lições.”

 

Sem leitura, ENEM transforma alunos em cobaias

A redação sobre a formação educacional dos surdos é mais um factóide para ocultar um mal maior: a ausência da leitura de livros literários para se fazer este Vestibularzão da década de 80 que se transformou o ENEM. Apesar de familiarizados com o tema das diferenças, os candidatos foram transformados em cobaias, falsos especialistas em métodos educacionais. A experiência da surdez é muito mais rica quando relatada pela ótica do aspecto humano, de vivência, de alma, da constante superação.

Ouçam Afonso Borges no Mondolivro, da Rádio Band News Belo Horizonte, teclando AQUI.

 

A poesia de Drummond como resposta civilizatória

Um balanço sobre o #Drummond115. Teclem AQUI para ouvir.  Esta é a pauta do Mondolivro, da Rádio BandNews BH, com Afonso Borges. Foram dois dias de intensa atividade em toda a BH: nas praças, ruas, auditórios, teatros, bibliotecas, metrôs, museus (sim!, em Museus!). Com a poesia de Drummond, conseguimos dar uma resposta civilizatória a tanta beligerância. Thiago Lacerda falando poemas eróticos de CDA, Primeiro Ato se apresentando por toda a cidade, grupo La Favelinha compondo raps e funks com as letras dos poemas, o Prêmio “Versões de Drummond” enviou mais de mil vídeos com poemas de estudantes para avaliação. Ganhou a moça Andréia Aparecido de Oliveira, de Caeté, que tem paralisia cerebral que afetou ​sua fala mas não a qualidade de seu texto. Uma soma de esforços inédita: sob o patrocínio do Governo de Minas e Codemig, ombrearam esforços as Sec. de Educação, a Sec. de Cultura, Rádio Inconfidência, TV Minas, BDMG Cultural, Biblioteca Pública Estadual e Servas. E hoje ainda temos Antonio Carlos Secchin, no BDMG Cultural.

As rádios colocaram poemas para tocar. As televisões cobriram todos os eventos, com destaque para a TV Globo Minas, que montou links ao vivo de diversas atividades. Belo Horizonte no centro da literatura nacional, comemorando 115 anos de Drummond. Todos os jornais fizeram coberturas incríveis.

Precisamos encontrar soluções brandas e civilizatórias para responder a este momento tão beligerante. E, para mim, a resposta está no livro, na leitura, no poema, na poesia. E BH viveu isso. Lendo livros nas praças, nas bibliotecas. Tenho certeza: quem lê sabe a resposta certa ao admirar um quadro, ouvir uma canção, assistir a uma peça. Quem lê não censura. Quem lê não oprime. Quem ama lê Drummond. A.

As cigarras no domingo e Angela-Lago

Domingo com cigarras cantando, antes do meio dia. Os antigos dizem que isso é anúncio de temporada de chuva muita. Mas o canto das cigarras chega com outro anúncio: Angela Lago ficou encantada. A tristeza aumenta quando lembro que ela seria a autora homenageada do Fliaraxádeste ano. Ela havia aceitado o convite de José Santos e estava feliz. Mas um acidente doméstico a fez cancelar a homenagem. Combinamos para o ano que vem – que não será, infelizmente. Pois vamos então, nesta edição, de 15 a 19 de novembro, fazer dela e sua obra a inspiração do evento. E ninguém menos que Marlette Menezes, amiga de vida inteira, para ajudar.

Quem sabe assim ela, encantada, encante para sempre nossos pensamentos e corações? Obrigado por seu tempo conosco, Angela Lago. Obrigado. A.

Segredos do Fliaraxá revelados por Afonso Borges

Ainda falta muito, mas alguns segredos foram revelados. Ouçam aqui novidades. Poucas e boas. É o novo Fliaraxá, no Tauá Grande Hotel. Para ouvir Afonso Borges, tecle AQUI

E a dica vai para o lançamento do livro de Monica Mendes, “de Mão em Mão”, com abertura da exposição “Livro Aberto”. Na Quixote-Dô, no Mercado Grano, do Jardim Canadá.

Entra no ar as celebrações do #Drummond115

O Sempre um Papo e o Governo de Minas Gerais convidam para as celebrações dos 115 anos de Carlos Drummond de Andrade, a se realizar nos dias 30, 31/10 e 01/11, em diversos locais de Belo Horizonte, em especial, na Praça da Liberdade. É o #Drummond115.

Vão acontecer leituras, recitais, apresentações teatrais, de dança, música, performances, intevenções artísticas e até uma inusitada e, por enquanto, misteriosa, “Ocupação #Drummond115”.

Em outro campo, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, vai se realizar o “Prêmio de Versões Drummond nas Escolas”, onde os alunos serão estimulados a transitar entre gêneros e tecnologias. Eles deverão ler uma crônica de CDA e, inspirados nela, escrever um poema. Em seguida, fazer um vídeo com a leitura e enviar para a Comissão Julgadora. Os ganhadores receberão Prêmios em dinheiro.

Outra inovação será a participação do Servas-MG com o projeto “2a. Chance – Rodas de Leituras nos Presídios”, que vai sugerir à todas as comarcas a realização de uma edição do projeto em todos os presídios de Minas Gerais. A proposta é bem simples: que o próprio Sistema Prisional convide um professor, ou especialista na obra de Drummond para fazer uma leitura e falar sobre a importância do poeta.

Em breve, será divulgada a programação. Para ouvir o Mondolivro com Afonso Borges, na Rádio Band News Belo Horizonte, é só teclar AQUI.