A Mazza Edições e Mazza, uma mulher-inspiração

Maria Mazzarelo é uma das pessoas mais lindas e consistentes que conheço. É uma inspiração. Lança agora, por sua Editora, a Mazza, o novo livro de poemas de Edmilson de Almeida Pereira, “Poemas para se Ler Com Palmas”. Ouçam a coluna teclando AQUI.

E a dica de livro vai para o romance “O Altar das Montanhas de Minas”, de Jaime Prado Gouvêa.

Abaixo, um texto retirado do site da Mazza Edições:

Ao longo de mais trinta anos de atividades, MAZZA EDIÇÕES reafirma seu compromisso de levar o melhor da cultura brasileira e afro-brasileira aos seus leitores. Maria Mazarello Rodrigues, fundadora da MAZZA EDIÇÕES, tem seu percurso intelectual e humano marcado pelo envolvimento com as questões sociais, políticas e culturais do Brasil. A experiência acumulada como uma das fundadoras da Editora do Professor e da Editora Vega, nos anos 60 e 70, e, logo após, com o mestrado em Editoração realizado em Paris, se consolidou através da MAZZA EDIÇÕES, que testemunhou alguns dos principais acontecimentos da sociedade brasileira das últimas décadas.

A MAZZA EDIÇÕES reflete em seu catálogo o empenho de escritores e leitores, que acreditam na construção de uma sociedade baseada na ética, na justiça e na liberdade. Acreditando nisso, investiu na publicação de autores / autoras negro(a)s e de livros que abordam os diversos aspectos da cultura afro-brasileira relacionada, por sua vez, a um largo segmento das populações excluídas no Brasil. No tocante a essa temática, a Editora se tornou referência nacional e internacional, na medida em que contribui para os debates acerca da diversidade sócio-cultural de nosso país.

As áreas de atuação da MAZZA EDIÇÕES são: Antropologia, Sociologia, História (publicações referentes às práticas do sagrado, aos movimentos sociais e à formação da historiografia brasileira), Educação (publicações sobre as relações entre escola e sociedade, material didático e paradidático), Literatura Brasileira (prosa e poesia contemporâneas), Literatura Infantil e Infantojuvenil (coleções interativas e paradidáticas, livros de imagens).

Com o objetivo de ampliar sua atuação no mercado de obras infantis e infantojuvenis, Maria Mazarello Rodrigues aposta na criação de seu novo selo editorial, a PENNINHA EDIÇÕES. O nome do novo selo é uma homenagem à sua mãe, Amarilles Pena Rodrigues, falecida em 1978.

Em face dos desafios gerados pela nova ordem social no Brasil e no mundo, com destaque para a aceleração do fluxo de informações, a MAZZA EDIÇÕES se propõe a atuar com sentido crítico para oferecer aos seus leitores e clientes obras que contribuam para uma melhor compreensão do passado, do presente e do futuro a ser construído. E não poderia ser outro o desejo de todos os que fazem da MAZZA EDIÇÕES uma editora e, mais que isso, uma casa de cultura viva.

Quando os pais terceirizam a leitura dos filhos

A minha coluna no portal do Segundo Caderno de “O Globo” fala sobre o descaso dos pais ao terceirizarem a leitura aos professores. De quebra, uma analogia entre o lixo e o livro. Só teclar AQUI.

Abaixo, o texto, para os não assinantes.

Um dia você chega no escritório e está uma confusão danada no prédio ao lado. Um caminhão de lixo parado, um monte de gente ao redor. Eu me aproximo e vejo um dos lixeiros sendo socorrido. Cortou o mão porque tinha uma garrafa de azeite, grande, misturada, aos dejetos normais. Ele errou, estava sem luva. Pegou o saco de mal jeito, a garrafa explodiu. Foi um corte feio. Foi a doméstica que não fez a seleção do lixo, disseram. O morador do 201, seu patrão, disse que já ensinou mil vezes e ela não aprende. Ou seja, ele terceirizou o o seu conhecimento, a sua experiência. Passou a responsabilidade da coleta seletiva do lixo para a sua funcionária. E não acompanhou. Deu no que deu. 

O mesmo está acontecendo com a leitura, hoje em dia. Os pais acham que leitura é coisa de professor. Não é. Pelo menos não é só, do professor. Para fazer com que seus filhos gostem de ler você deve, também, gostar de ler. Pelo menos os seus filhos devem entender que você considera isso importante. Não dá para terceirizar para a escola o amor que seus filhos devem ter pelos livros. Vocês, pais, são autores de um obra inacabada, um livro que está sendo escrito. A diferença é que este livro é livre, se movimenta – é um ser humano. E que tem, no livro, este físico, bem durável, o seu mais importante instrumento de aprendizado.

Nós temos muito que aprender, ainda, com o livro e com o lixo. Os dois são conteúdos, em direções contrárias. O livro deve ser absorvido, para virar conhecimento. O lixo, cuidado, separado, tratado, para que este planeta tenha futuro. O livro é o início, o lixo, o final. Os dois se encontram no processo civilizatório. No processo que transforma crianças e jovens em cidadãos. Verdadeiros cidadãos. Aqueles que sabem a importância de ler, ser lido, e conservar o planeta para o seus filhos, nossos netos e bisnetos. No mínimo. 

 

 

 

Tania Zagury e seu novo livro: “Os Novos Perigos…”

É uma alegria o Brasil ter uma educadora que decidiu, há muitos anos, transferir para os livros a sua compreensão e experiência sobre adolescentes e, agora, crianças. Ela é Tania Zagury, que acaba de lançar “Os Novos Perigos que Rondam os Nossos Filhos”. Ouçam o comentário de @AfonsoBorges na @RádioBandNews Belo Horizonte, teclando AQUI.

Celso Adolfo volta aos palcos, sob o signo de “Sagarana”, de Guimarães Rosa

Em sessão única, Celso Adolfo apresenta o show “Música e Letra para Sagarana”, no dia 04/09, 6a-feira, no Teatro de Bolso do Sesiminas. Mais informações, teclem AQUI.

Neste Mondolivro, falo um pouco do bom trabalho de reescritura e composição, sob a inspiração de “Sagarana”, de Guimarães Rosa, executado por Celso Adolfo. É brilhante, lindo. Como tudo que Celso faz. Ouçam, só teclar AQUI.