O bom exemplo da Lei Rouanet no Museu da Língua Portuguesa

A experiência do modelo de parceria público-privada na reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é um alento, uma carga de 220 volts na auto-estima do brasileiro e da brasileira. E a opinião de Afonso Borges rendeu três versões: a coluna na Rádio BandNews Belo Horizonte,o texto no Blog Mondolivro, que segue abaixo e a coluna no portal do jornal “O Globo”.

A Lei Rouanet é um embornal carregado de bons exemplos. E nada melhor que falar de experiências empresarias vitoriosas, no âmbito da Cultura: a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa. Quando o prédio da Estação da Luz, em dezembro de 2015, começou a arder, uma triste notícia correu rápido: na tentativa de controlar o fogo, falece o bombeiro civil Ronaldo Pereira da Cruz. Um herói que não será esquecido.

Já no rescaldo, um acordo vitorioso começou a ser desenhado entre a Fundação Roberto Marinho e a EDP – Energia de Portugal que, ao lado do Itaú, promoveram a mais interessante ação estratégica para salvar um Patrimônio Histórico já vista. É importante frisar que o modelo de gestão via a OS IDBrasil, foi determinante na agilidade do processo. E tudo via Lei Rouanet, do Ministério da Cultura.

Este artigo não é escrito sem motivo. Em julho, foi içado o coroamento central do teto, completando a obra do telhado. Os trabalhos de restauro da fachada e das esquadrias já foi completamente concluído. Agora, começa o processo final, que é o interior do prédio, com previsão de reabertura do Museu no segundo semestre de 2019.

Mas não é tudo. É natural que um Museu em reconstrução fique parado, afinal um incêndio consumiu grande parte de suas instalações. Mas a tecnologia impediu que o seu acervo fosse destruído. E ele renasceu nas ações articuladas em festivais literários e Bienais. Na FLIP, ele se multiplicou em atividades na Casa de Cultura, exibindo, pela primeira vez, a exposição “A Língua Portuguesa em Nós” que, atualmente, percorre Cabo Verde e Angola. Está, agora, em Moçambique. Na área de Gastronomia, 25 restaurantes de Paraty se mobilizaram criando pratos inspirados na culinária de um país onde se fala português, associando o tema ao um livro de um autor. Como se fosse pouco, músicos e atores participaram, com shows e saraus.

Na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, novamente, o Museu espalha a língua portuguesa pelo pavilhão do Anhembi, com a reprodução da Praça da Língua, onde foi instalado o “planetário do idioma” com imagens de áudio e vídeo em 3D. Como se não bastasse, a Praça Educativa é também uma ação do Museu, distribuindo curiosidades sobre os países que falam a nossa língua.

Muito bom saber que o Museu da Língua Portuguesa, consumido pelo fogo em 2015, está vivo. E será reinaugurado em breve. Um Museu que contém a força simbólica da união dos países de língua portuguesa não poderia terminar na burocracia e no rame-rame da ausência de verbas governamentais para a sua reconstrução. Das cinzas, nasce também um novo modelo de solidariedade, na forma da parceria público-privada. Prestem atenção: tudo via Lei Rouanet.

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Literatura em Todos os Sentidos, por Afonso Borges

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