A Bienal de SP faz do Brasil um lugar melhor. É o Rock In Book

O Museu da Língua Portuguesa na Bienal SP

O estacionamento custa 40 reais. O ingresso, entre 20 e 25 reais. Algumas empresas não estão presentes, como a Livraria Saraiva e Top Livros, de saldos. Rubem Fonseca e Raduan Nassar não irão. Jorge Fernando dos Santos também não. O Anhembi continua a seis quilômetros do MASP, na direção Norte. São 291 convidados nacionais e 22 estrangeiros. Estimaram 1.500 horas de atividades culturais, mas pode ser mais, ou menos, difícil saber.  O Salão de Ideias continua no centro geográfico, como um símbolo energizante de conteúdo. Maurício de Souza, aos 82 anos, ainda consegue autografar 150 livros. Mas ele, ao lado de Ziraldo, já encarou multidões em fila com a caneta em punho. Anos atrás, em uma Bienal, tinha tanta gente na fila, mas tanta gente, que Ziraldo saiu da mesa e saiu autografando os livros na bicha, mesmo, em pé, durante umas 15 horas. Faltou lembrar que Ziraldo não tem idade, nem nunca brochou. Mas José Santos fez mais: entrou para o “Livro dos Recordes” ao lançar 2.358 títulos em uma só Bienal. Fê Liz não fica atrás, prometeu chegar lá. As ausências de Zuenir Ventura e Luis Fernando Veríssimo são imperdoáveis. No ano que Leonardo Boff vira octogenário, tinha que acontecer homenagem. O mesmo com Affonso Ávila. Efemérides são importantes: Guimarães Rosa, 115 anos, “Vidas Secas”, de Graciliano, 80 de publicação. Não haverá sessão de tatuagens nem de vôo livre. Cortella autografa livros que nem um foguete. Clóvis de Barros Filho é mais lento 15 segundos. Nos 4 gigantes espaços da Microsoft, a criança descobre onde existem recifes de coral, correntes marítimas, as cinco zonas do oceano e uma sala de aula em 2030. Manuela fez um joystick de madeira e colocou um tubarão para nadar no fundo do mar.Foram 3 horas de labuta, mas o bicho nadou. O Planetário da Língua fez todos se esquecerem do incêndio no Museu da Língua Portuguesa. Ahmed Al Ameri converteu duzentos livros árabes para o bom português, na magia da cidade de Sharjah. Em 14 espaços, programação para todos os gostos e gastos. Sem contar a turma que faz festa no estande da Editora. Ninguém explicou o que é cosplay, mas quem for fantasiado não paga ingresso. Harry Potter, em carne e óculos estará lá, prometeram para os fãs. Sabe-se lá o que são 680 mil pessoas, quiçá 700 mil, como prevêem os organizadores. Vai rolar ônibus gratuitos entre a estação Portuguesa-Tietê do Metrô e o Anhembi. Ah, não apareça lá antes das nove da manhã nem depois das 22 horas, vai dar com a cara na porta. Fernanda Garcia vai estar sempre com aquele sorriso maravilhoso, o selo da CBL. A cada ano, a Curadoria do Sesc afina o diapasão: esta edição parece uma orquestra sinfônica. Lembrei que o homem vai chegar em Marte e ainda assim a tecnologia não descobre um jeito de doar ebooks via wi-fi de celular. Igual a limpador de parabrisa. Mas tem boa notícia: um aplicativo coloca a Bienal na palma da sua mão. Só fazer o download. Criatividade não falta: Salão de Ideias, Bibliosesc, Cozinhando com Palavras e Tenda das Mil Fábulas, para crianças.

Agora parem tudo, deitem tapete vermelho por toda a Bienal Internacional de São Paulo. Tomem medidas civilizatórias, preparem o coração: Dona Fernanda Montenegro está chegando para lançar “Itinerário Fotobiográfico”. Sem dúvida alguma, a Bienal faz do Brasil um lugar melhor para se viver. São 50 anos de histórias. Mas tem dois grandes defeitos: termina dia 12 de agosto e a próxima, só daqui dois anos. Dá um jeito nisso, Torelli!

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