O poeta do Barroco, Affonso Ávila, “Homem ao Termo”, Novent’Anos em janeiro

Affonso Ávila nasceu em 1928, em Belo Horizonte. Modernista, moderno, concreto, rebelde, poeta. Ensaísta, gestor público, editor e criador da revista  “Barroco”, tema de sua vida como pesquisador. Autodidata, recebeu da UFMG o Doutor Honoris Causa. Foi o elo de ligação de Minas e os paulistas Décio Pignatari, os irmãos Haroldo e Augusto de Campos e toda uma geração que criou a Poesia Concreta. Discreto, humilde e falante (só entre os amigos), o especialista em Barroco Mineiro nos deixou uma poesia que já nasceu pronta para a eternidade. Não foi à toa que Paulo Leminski largou a batina e veio a pé de Curitiba – reza a lenda – para participar da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, em 1963, em Belo Horizonte, onde conheceu os “concretos”.

Em 19 de janeiro, sexta-feira, Ávila estaria, se vivo fosse, em uma reduzida comemoração pelo seus 90 anos. É hora do Brasil reconhecer neste um dos mais inteligentes, sensíveis e brilhantes poetas. Aqui, um breve resumo de sua vida. Breve, mas necessário. Mas há que se ler Affonso Ávila. Todos nós, mineiros, e brasileiros. Leiam alguns poemas no blog “Escritas.org”.

E quem quiser comprar o livro “O Homem ao Termo”, com a sua poesia reunida (1949-2005), publicado pela Editora UFMG é só teclar AQUI.

AFFONSO ÁVILA nasceu em Belo Horizonte, em 1928. Desde 1951 vem contribuindo para o enriquecimento da cultura nacional, participando da revista “Vocação”, organizada por ele juntamente com a esposa, a poeta e crítica Laís Correia de Araújo, Rui Mourão, Vera de Castro e Fábio Lucas. Em 1953, publica seu primeiro livro de poesia, “O Açude”, seguido de  “Sonetos da Descoberta”. Simultaneamente atua na imprensa, no Diário de Minas e Estado de Minas. Entre 1957 e 1962 funda nova revista: “Tendência”, com Fábio Lucas e Rui Mourão. Em 1961, publica “Carta do Solo”; em 1963, “Frases-feitas”. Desenvolve atividade intensa como pesquisador, ensaísta, poeta. Aproxima-se do concretismo e colabora com a revista “Invenção”. Projeta-se como um poeta de vanguarda em 1963, por incumbência da Universidade de Minas Gerais. Como poeta produz ainda “Código de Minas”, “Cantaria Barroca”, “Discurso da Difamação do Poeta”, “O Belo e o Velho”, “A Lógica do Erro”, “Cantigas do Falso Alfonso El Sábio”, “Homem ao Termo”. Simultaneamente, dedica-se ao ensaio com “Resíduos Seiscentistas em Minas”, “O Poeta e a Consciência Crítica”, “O Lúdico e as Projeções do Mundo Barroco”, “Iniciação ao Barroco Mineiro”, “Minor – Livro de louvores”, “Cartas de Aluvião”, “Circularidade da Ilusão”. Criou a revista “Barroco” em 1967. Foi também um dos fundadores do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA/MG.

Trabalhou nos projetos “Circuito do Ouro”, “Circuito do Diamante” e “Circuito Campo das Vertentes” como diretor de estudos históricos da Fundação João Pinheiro, deixando ampla documentação sobre a arte e o patrimônio histórico/arquitetônico de Minas Gerais. Foi também diretor e conselheiro do IEPHA/MG. Participou ativamente do tombamento pela Unesco da cidade de Ouro Preto como Patrimônio Mundial. Recebeu inúmeros prêmios entre os quais destacam-se: dois prêmios Jabuti de Poesia pelos livros “O Visto e o Imaginado” (1991) e “O Falso Alfonso El Sábio” (2006). Recebeu ainda o Prêmio FCW de Cultura (2007), o prêmio conjunto de sua obra do Governo de Estado de Minas Gerais e a medalha Mendes Pimentel pela doação do acervo (livros e documentos) ao Centro de Estudos Mineiros da UFMG. 

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