Quando se morre um escritor, bandeiras a meio pau. José Louzeiro, um escritor brasileiro, morreu.

Hoje morreu um escritor. Subam as manchetes, portais de notícias. Nada de notas de pé de página, ou matérias escondidas: José Louzeiro morreu. Quando ninguém no Brasil imaginava ser possível viver de literatura, este bom maranhense Louzeiro se impôs um ritmo alucinante que o levou à marca de 50 títulos publicados (tenho dúvidas sobre este número – acho que foi bem mais). Foi o primeiro escritor a perceber a importância do cinema na literatura. E começou a provocar adaptações, como “Pixote, a Lei do Mais Fraco”, “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” e “O Homem da Capa Preta”. Da sua verve saíram também novelas antológicas, como “Corpo Santo” e “Guerra sem Fim”. Oswaldo França Júnior me disse ter se transformado em um escritor profissional por inspiração em Louzeiro. Ao melhor estilo de Graciliano Ramos, traduziu a realidade brasileira como poucos – ou melhor, como nenhum. Basta lembrar do romance “Aracelli, meu Amor”, baseado no assassinato, em Vitória, da menina de 8 anos. Ou da novela “O Marajá”, baseada na vida de Collor, que foi proibida de ir ao ar. Seu último trabalho em vida foi um roteiro sobre a tragédia de Vigário Geral.

Bandeiras a meio pau no universo da literatura.

Morreu um escritor. Morreu José Louzeiro. 

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