Onde andará Nelly Novaes Coelho ?

​Quem roubou a paz de Nelly Novaes Coelho? Quem ​nos roubou da paz de Nelly Novaes Coelho? Por onde andou nestes últimos anos? Por que só ficamos sabendo da sua morte um mês depois? Manda o bom jornalismo a apuração de pelo menos três fontes para que se confirme um fato. Foram várias que confirmaram a resposta a algumas destas perguntas.

Depois de uma intercorrência clínica, há três anos, ela foi interditada, judicialmente, e internada em uma clínica de repouso. Amigos que tentaram visitá-la no Asilo deram de cara com um aviso proibindo. Aos jornalistas, buscando entrevistas, a resposta negativa, associada a motivos de saúde. Curiosamente, um deles encontrou-a um dia no banco, onde travou um longo e saudável papo, no qual a lucidez foi a referência. Mesmo assim, envolta em mistério, seu paradeiro ficou assim, sem ninguém saber ao certo. Só boatos de brigas de família.

Neste meio tempo, há cerca de um ano, um amigo vai visitar o Sebo do Messias e ali encontra vários livros dedicados a ela à venda. Encontra, inclusive, dois livros do próprio, com dedicatória. Compra alguns. Confere com o dono, que confirma que comprou toda a sua biblioteca. Tenho aversão a familiares que vendem os livros do autor. Leiam o artigo “Mora na Biblioteca do Escritor o Segredo de Sua Obra”, em http://bit.ly/2Em8rin

Agora, um mês depois, uma cuidadora do asilo vaza a informação da sua morte. Repito: um mês depois! Nenhum comunicado, nada de velório, de homenagem, do enterro, nada. Não se sabe nem onde foi enterrada, ou cremada, nada.

Onde estará Nelly Novaes Coelho? Onde? E qual o motivo? Por que isso, assim? Saberemos, algum dia?

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Literatura em Todos os Sentidos, por Afonso Borges

1 comentário Deixe um comentário

  1. NOTA DE ESCLARECIMENTO

    No último dia 30, foi publicado no Globo um absurdo e irresponsável artigo intitulado “Onde andará Nelly Novaes Coelho?”, a respeito do anúncio da morte da crítica literária, ensaísta e professora da USP, ocorrida em 29 de novembro passado.

    O autor inicia o seu texto divagando sobre “o bom jornalismo”. Pelo jeito, para ele, bom jornalismo é publicar especulações fantasiosas, meramente baseadas em boatos, ignorando fontes primárias, uma vez que a família da professora nunca foi procurada para esclarecer qualquer informação.

    O autor não faz a menor ideia de qual era o seu estado de saúde, nem de qualquer acontecimento ocorrido nos últimos anos em relação à professora e à sua família.

    O autor menciona “boatos de brigas de família”, ignorando o fato de que a professora possuía um único filho, que era, portanto, o único responsável a zelar pelo seu bem-estar, a partir do momento em que sua mãe passou a precisar de auxílio em função da idade avançada.

    Nunca houve qualquer proibição de visita à professora por parte da família, como afirmado, apenas o cuidado necessário a esse respeito, considerando a sua saúde frágil e os seus mais de noventa anos de idade.

    Em relação à sua biblioteca, o autor ignora que a Universidade de São Paulo recusou recebê-la como forma de doação, assim como ignora as tratativas feitas com outras instituições, todas, infelizmente e lamentavelmente, sem sucesso. Evidentemente, a solução encontrada não era a desejada pela família, mas foi aquela possível no momento em que uma decisão se tornou necessária.

    O autor ignora, por fim, o fato de o seu falecimento ter sido comunicado ao jornal O Estado de São Paulo no dia 05/12/2017, e um segundo comunicado no dia 16/12/2017, alegando que a notícia teria sido “vazada” por uma cuidadora!

    Pergunta ainda, de forma completamente descabida, “quem roubou a paz de Nelly Novaes Coelho?”!! Quem está roubando a sua paz e a de sua família são pessoas como esse pretenso jornalista, criando estúpidas e desnecessárias intrigas.

    Nelly Novaes Coelho descansou e foi enterrada ao lado de seu marido, sua irmã, seus pais e demais antepassados no Cemitério da Consolação, contando com a presença de familiares e amigos próximos.

    Que a deixem descansar em paz.

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