Na história do Maletta, 5 décadas de pequenas revoluções

Você já sentiu medo de conversar sobre qualquer assunto em um bar? Na época da ditadura militar, isso era a regra. Mas no Edifício Maletta, no centro de Belo Horizonte, a história era diferente. Ali era um oásis cultural, onde escritores, cineastas, atores, músicos, bailarinos e toda sorte da área cultural se encontrava, nas décadas de 60, 70 e 80 para tramar uma provável revolução, ou derrubada dos militares ou apenas uma música, um livro, um filme. A Livraria Eldorado de frente pra Cantina do Lucas, o Lua Nova, Pelicano e, nos arredores, a redação do jornal Estado de Minas e Diário da Tarde, o Suplemente Literário, o Salloon, o cine Palladium, o cine Metrópole, a Faculdade de Direito, na Praça Afonso Arinos… um raro caso de confluência de todas as artes, profissões, sentidos e ações.

Nos tempos atuais, a Rua da Literatura ainda não saiu, mas as livrarias Ouvidor, Quixote e Scriptum continuam fazendo o melhor do sábado de manhã, na Savassi. Uma pena que a Belotur, e o poder público não prestam a mínima atenção nisso….

A dica de livro vai para o recém-lançado “Um Longo Caminho Para Esquecer”, de Adalberto Luiz, editado pela novíssima “Casa Editorial Quixote – Dô”.

Ouçam o bom bate-papo de Afonso Borges, Luciana Vianna e Ike Yagelovic. Só teclar AQUI.

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