Renato Russo voltou. Assim, simples assim.

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Como se fosse hoje. Como se estivéssemos vivendo tudo agora. O tempo não passa quando se fala de Renato Russo. Se estivesse vivo, suas músicas com conteúdo político poderiam ser lançadas esta semana, sem nenhum ruído com a realidade nacional. Seus temas preferidos, amor, sexo, ética, religiosidade, vícios e desilusão são quase profecias. As letras, desprovidas de preconceito, são corajosas e ambivalentes. Vale a pergunta: Renato Russo morreu? Em 11 de outubro próximo, dizem as más línguas que vão se completar 20 anos de sua passagem, um sopro de vida e luz.

Carlos Marcelo Carvalho, jornalista e escritor, manda para as livrarias, pela Planeta de Livros Brasil, a edição revista e ampliada de “Renato Russo – O Filho da Revolução”. São 446 páginas, com bloco de fotos e novas entrevistas. A primeira edição do livro foi publicada em 2009. Nesse meio tempo, surgiram novos fatos e versões sobre a vida/obra de Russo, como os livros de seu parceiro de vida inteira, Dado Villa-Lobos (Memórias de um legionário) e Fê Lemos (Levadas e quebradas). Com a mesa posta, livro dormido e relido, Carlos Marcelo pode refletir sobre os acréscimos mais interessantes a esta nova edição.

Pouca gente sabe, mas Marisa Monte conheceu Renato no Rio e revela, em entrevista exclusiva, detalhes sobre a parceria na música Celeste (gravada pela Legião com o título de Soul Parsifal). “Parecia que Renato não cantava muito para as pessoas, cantava sobre ele e para ele. Além disso, ao vivo ele tinha performance muito emotiva, única, de uma profundidade impressionante”, depõe.

Carlos Marcelo dedica-se, neste livro renovado, a investigar o período que antecedeu a morte do cantor, fazendo novas entrevistas com familiares e músicos. Vejam: inacreditáveis seis discos foram produzidos antes de sua morte – quatro com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá para a Legiaõ e dois projetos com o tecladista Carlos Trilha. Este, por sinal, comenta na entrevista ao livro que, nas gravações dos discos The Stonewall celebration concert e Equilíbrio distante, “Renato não desafinava. Impressionante como ele conseguia afinar sem se ouvir. E a afinação vinha com uma potência de voz incrível”. Esse intervalo, de aproximadamente cinco anos, é objeto de um capítulo inédito, anterior ao epílogo.

Na busca de um final para este artigo, as breves palavras de Carlos Marcelo Carvalho são uma síntese insubstituível: “Renato se arriscou. Olhou para o espelho e encontrou uma janela. Saltou sem proteção, sem temer o impacto, sem medo da dor. Em vez de cair, foi direto para o topo”. Renato Russo voltou. Assim, simples assim.

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