Edson Lodi e os poemas devocionais, dedicados à Maria

Edson Lodi, escritor e jornalista, lança, no Sempre um Papo, o livro “A Graça de Maria – Poemas Devocionais”. A obra relata a sua veneração à Virgem Maria e conta com a delicadeza e talento dos artistas plásticos Judy Haas, Renato Paleet e do prefaciador e compositor, Fernando Campos. O livro traz também um CD com poemas declamados por seus parceiros de adoração. O evento ocorre no dia 10 de maio, terça-feira, às 19h30, na sala Juvenal Dias do Palácio das Artes.

Lodi é o regente desse encontro com seus naipes de músicos, artistas plásticos e compositores, numa orquestra de todas as artes. E, como poeta, já foi homenageado pelo músico, cantor e ator inglês Sting, que integrou a banda de rock The Police, e é mundialmente conhecido. O músico afirmou que “Edson Lodi é um irmão, um amigo e um poeta” e completou: ”O poeta sabe que a natureza é sagrada”.

Fiz três perguntas para Edson Lodi: 

1) Em seu livro, onde fica a divisa entre poesia e oração? 

Desde os tempos imemoriais onde surgiram as primeiras manifestações religiosas – e aqui incluo todos os conceitos que a espiritualidade e a  religiosidade possam ter – a poesia devocional sempre esteve unida à oração. Vejamos: a poesia nos faz contemplar e até mesmo transcender os limites que as palavras ou o ato de devoção estabelece.  Todos os poemas impressos no livro surgiram espontaneamente em momentos intensos de reflexões onde buscava um sopro divino para amenizar minhas aflições   ou, em elevados estado de êxtase e comtemplação.

2) Como a música foi integrada aos poemas?

Foi um processo natural já que havia u e para isto contei com meu parceiro Fernando Campos,  pessoa de grande sensibilidade e com um naipe de artistas amigos que se dispuseram a colaborar com o projeto. É importante ressaltar o trabalho do música Anderson Mariano que fez os arranjos e toda a produção musical.  Alguns poemas, como é o caso do que dá título ao livro, foram declamados com um fundo musical buscando criar um ambiente de recolhimento e contemplação.

3) Conte a sua história associada à literatura.

Desde menino, quando ainda morava em Belo Horizonte, a leitura foi umas de minhas melhores companhias. Lia o que aparecia em minhas mãos, revistas, jornais velhos.  Cresci. Um dia chegou às minhas mãos um livro manuseado, com o mesmo cheiro das revistas que lia na fazenda: era o Capitães de areia, de Jorge Amado.  Conheci então o mar – tão lindo, sensual e misterioso – pelas andanças de Pedro Bala, Professor e Gato sem pernas. E, naturalmente, me apaixonei pela Dora, outra personagem do livro. Viajei de jangadas, que também desconhecia, imaginava-me numa roda de capoeira. (E o mar era tão lindo…).Como não tinha dinheiro para comprar livros, comecei a frequentar a Biblioteca  Pública  de Belo Horizonte  e li toda a obra de Jorge Amado. Mesmo tendo de ouvir a cada semana, a mesma coisa: “só pode levar dois livros de cada vez”. E comecei a escrever ainda bem jovem sem ter nenhuma outra pretensão a não ser registrar minhas conversas interiores.

 

 

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2 comentários

  1. Carlos Meneguitte · maio 9, 2016

    Admiro este Poeta e Amigo que tenho em meu coração como um Irmão querido

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  2. Camila · junho 1, 2016

    como adquirimos o livro?

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