Quem é o escritor mais conhecido da face da Terra, hoje? E o poeta?

Rodapé_MondoLivro - Boletim literário na Rádio CBN (para ouvir o programa de hoje, tecle na barra acima)

Quem é o escritor mais conhecido da face da terra, hoje? E o poeta mais conhecido? A resposta é simples: o escritor mais conhecido hoje, é o carioca Paulo Coelho.  E o poeta, de longe, é o lisboeta Fernando Pessoa.

Paulo Coelho é o escritor brasileiro que mais vendeu livros, ultrapassando a marca de 150 milhões de exemplares (dados de janeiro de 2014). Suas obras foram editadas em mais de 168 países, com traduções em 81 idiomas. Fernando Pessoa não é possível contar, com exatidão, as edições, traduções e publicações pelo mundo afora, e pelos tempos, porque sua obra já está em domínio público. Mas sabe-se que é publicado em todos os países do mundo.

O curioso desta história é a contramão da história: qual é a língua destes dois? A portuguesa. Esta língua, falada por apenas 280 milhões de pessoas neste mundão de 7,3 bilhões de terráqueos. É a língua oficial de oito países e falada em quatro pequenas comunidades: Zanzibar, na Tanzânia, Macau, na China, Goa, na Índia e Málaca, na Malásia. Não me perguntem porquê. A língua portuguesa é uma esfinge.

O fato é que, curiosamente, falando Português, temos os dois mais conhecidos autores da atualidade. E me veio agora uma história linda, que ilustra a nossa contradição. Nélida Piñon me contou uma história linda e triste. A agente literária Carmen Barcells, que faleceu recentemente, decidiu abrir uma filial de sua agência no Brasil, ali pelo meados dos anos 80. E o fez, com o seguinte argumento: Se este é um país que as pessoas têm poder aquisitivo de comprar tantos e tantos carros, cada uma destas pessoas pode comprar, pelo menos, um ou dois livros por ano. Por isso, em breve, será um país de leitores. É só fazer as contas. Mas a realidade não foi esta, na época, e não é esta, hoje.

Vejam: o Brasil já tem um automóvel para cada 4,4 habitantes. São 45,4 milhões de veículos do tipo. Há dez anos, a proporção era de 7,4 habitantes por carro. Não é assustador?  Mas quem sabe o futuro bate á nossa porta e muda esta realidade? Como eu disse, não me perguntem: a língua portuguesa é uma esfinge.

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