Educação Digital é a solução para hiperconexão

Rodapé_MondoLivro - Boletim literário na Rádio CBNDe posse do resultado da pesquisa onde 77% dos jovens entre 10 e 17 anos acessam a internet pelo celular, decidi fazer mais alguns comentários. O mais grave é que a pesquisa conseguiu aferir que um número imenso de crianças entre 10 e 13 anos acessam incessantemente o celular. Vem cá, gente, não tem briquedo na casa destas pessoas? Eu estou cansado de ver pais levarem crianças para um restaurante e colocar um ipad ou celular na mão deles e passarem o jantar inteiro grudado na tela.

O comportamento destes pais irresponsáveis é sempre o mesmo: absortos, pensando em outra coisa e, muitas vezes, eles mesmos entregues a esta nova praga moderna.

A coisa piora entre 15 e 18 anos, onde o percentual de jovens que acessa internet por celular sobe para 82%. Ou seja, todo jovem desta idade tem condições de acessar qualquer site pelo celular. Opa, vamos parar aí. Se ele acessa qualquer site pelo celular, voltamos ao início e o perigo de alerta se instala. Eu disse que este jovem pode acessar qualquer site, não disse? Então vale o Netflix, onde a moçada está assistindo todas as séries violentas e extremamente sexualizadas – pelo celular. Eles podem acessar o Youtube, que tem desde música sertaneja de péssima qualidade até execuções sumárias da Estado Islâmico. A última que vazou mostra crianças degolando prisioneiros. Isso pode ser visto pelos celulares de 82% dos jovens brasileiros? Pode, sim. Outro dia, descobri que minhas duas filhas já assistiram aquele idiotice do “50 Tons de Cinza”. Cenas fortes de sadomazoquismo sexual. E aí? Como fica? Qual a solução? Educação, cultura, atenção, controle, entrega dos pais. É fácil? Não. Mas como dizem os ingleses, quem disse que seria fácil?

Vale tudo, nesta nova proposta: por que empresas de tecnologia não se propõem a fazer cursos sobre o uso adequado dos celulares? Mas cursos para pais, jovens e, lamentavelmente, crianças. Gente, o segredo é conhecer o bicho de perto. Ler a bula, experimentar o remédio, por mais amargo que ele seja. O brasileiro não é especialista em economia? Não entende mais de futebol que os técnicos? Por que não entender do funcionamento dos celulares, dos aplicativos e das redes sociais? Isso é mole? Mais: escolas, educadores, professores, secretaria de educação, ministério da educação, se toquem: praticamente todos os jovens brasileiros acessam internet pelo celular.

Por que não inventar um disciplina que discuta a tecnologia, redes sociais, cibernética e eletrônica desde cedo?? Ao lado disso, colocar na pauta os excessos, para ensinar o cuidado. Cyberbylling, sexting, invasões, maldades de todo o tipo estão por ali. Mas nada de alarme, tem música de qualidade, tem aplicativos inteligentes, tem muita coisa boa também. Só temos que ensinar a separação bíblica do joio do trigo. Vamos lá?

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