Os jovens estão cada vez mais na internet. E os livros, como ficam?

Rodapé_MondoLivro - Boletim literário na Rádio CBN

Gente, agora foi. Pais, mães, professores, não dá mais para vacilar. A Unicef lançou uma campanha que se chama “Internet Sem Vacilo”. Por que? Por causa dos resultados de uma pesquisa que mediu o uso e os hábitos dos jovens em relação às tecnologias de informação e de comunicação. Resultado: quase toda moçada entre 10 e 17 anos, acessam a internet pelo telefone celular. Isso mesmo – esqueçam os computadores. Estamos falando de dados impressionantes. Vejam:

De acordo com a pesquisa TIC Domicílios 2013, do CETIC.br, 77% de todos os jovens brasileiros entre 10 e 17 anos acessam a internet pelo celular. São quase 21 milhões de pessoas no Brasil. Destes, 81% utilizam a rede todos os dias. Todos os dias.

A pesquisa indica outros dados: o quarto é o lugar da casa mais usado pelos usuários dos dispositivos móveis. E o uso dos tablets cresceu, também. Inversamente proporcional ao uso de PCs, que caiu. Mas o que estes jovens seres humanos mais acessam? Redes Sociais. Com estrondosa preferência para o uso do Facebook. Instagram e Twitter tem pouco uso.

Mas o mais importante desta pesquisa é que ela indica o grau de segurança que a moçada pratica: nenhum! Estão expostos a todo tipo de grosseria, porque não sabem bloquear usuários, a invasões a suas fotos e vídeos e, principalmente, o uso de informações pessoais por outros.

Por isso, a Unicef, o Google e a ONG Safernet Brasil lançou a campanha “Internet Sem Vacilo” para promover o uso responsável das redes pelos jovens. O que falta? Informação. Falta ler a bula. Falta aprender a usar. É a única maneira de combater o cyberbulling e sexting. Para quem não sabe, sexting é um anglicismo que refere-se à divulgação de conteúdos eróticos e sensuais nos celulares.

Mas o que a leitura e o mundo do livro tem a ver com isso? Tudo. O indicativo que os jovens estão acessando a internet por celulares nos leva a promover ações educativas, cada vez mais potentes, por este meio. Sugestões: dicas de português, mini-contos, leituras breves, enfim, pais e educadores: não adianta proibir seus filhos de ficar nos celulares – ensinem eles a se protegerem. Mas vale dicas reais para o mundo virtual: dividam o tempo entre os dispositivos móveis, eletrônicos, e os dispositivos móveis de papel: os livros. Ambos são wireles.

Só que um trata o corpo e outro, o bom e velho livro, trata a alma. Ligados?

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