Duas vitórias, ontem: Teatro Klauss Vianna e as biografias. Avançamos?

Rodapé_MondoLivro - Boletim literário na Rádio CBN

Aqui pensando com meus botões… ontem, duas vitórias: o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, com o auxílio sensato e inteligente do Secretário de Cultura Angelo Oswaldo voltou atrás e não vai fechar o Teatro Klauss Vianna. Mas alguém tem que construir um auditório para eles, vamos ver o que dá. O Supremo Tribunal Federal descriminalizou quem escreve biografias. Mas como bem lembrou o Lira Neto, liberou também acadêmicos, pesquisadores e professores. Agora todos podem exercer o livre direito de expressão e contarem, através da história das pessoas, a história do Brasil.

Mas aqui, da ótica inversa, é uma vitória de pirro. Senão, vejamos: o Teatro Klauss Vianna existe há anos. Veio o TJMG e avisou que ia fechá-lo. A classe colocou a boca no mundo e reverteu a situação. Mas não houve avanço algum! Nós só continuamos tendo o que já tínhamos. O STF garantiu as biografias. Mas não houve avanço algum! A Constituição sempre garantiu isso. Veio o Novo Código Civil, com o mostrengo do Artigo 20 e parou durante 13 anos a produção deste gênero no País. Mesma coisa: nós só garantimos o que já tínhamos.

Onde estão as novas iniciativas de incentivo à leitura no País? Estamos no século XXI sem avançar no mínimo: o analfabetismo. Professores mal pagos, universidades sem pesquisa de ponta e qualidade de ensino. O ensino básico e fundamental pára na seguinte pergunta: você colocaria seu filho em uma escola pública? Vou repetir: tendo um mínimo de condições financeiras, você colocaria seu filho numa escola pública? O Ministério da Educação continua sem um projeto de médio e longo prazo para a Educação brasileira, que não é prioridade.

As grandes instituições livreiras, como Câmara Brasileira do Livro e Sindicato Nacional dos Editores de Livros continuam de fora das grandes decisões e eles mesmos não tem projetos próprios de corpo e forma. Não existe uma só editora com um projeto de incentivo à leitura, de verdade, importante. Então, avançamos em que direção? Isso de lutar e receber de volta o que já tínhamos tem que acabar. O futuro está na porta, com um mundo digital, cibernético e inteligente.

Como disse uma amiga minha, Raquell, outro dia: o mundo vai acabar em inteligência artificial. Que ao menos, no futuro, os robôs saibam ler e escrever.

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